terça-feira, 28 de junho de 2011

Transtorno mental ou mediunidade?


Talvez você já tenha ouvido de alguém que precisa desenvolver sua mediunidade num centro mas não deu a esta sugestão a devida importância, por preconceito teve medo de assumir esse compromisso, ou ainda não sabia que tinha uma mediunidade aflorada.


Mas, por que é preciso desenvolvê-la? Para quem não sabe, antes de reencarnar, no astral, muitos médiuns assumiram com os espíritos superiores o compromisso de se tornarem instrumentos da espiritualidade na existência atual. Assumiram o compromisso de exercerem sua mediunidade para saldarem seus compromissos paligenésicos por conta de prejuízos causados numa vida pretérita a muitas pessoas. Neste caso, a mediunidade representa uma oportunidade de evolução e reparação de erros cometidos outrora.


No entanto, por conta do véu do esquecimento de seu passado ou da lei do esquecimento (uma das leis às quais todos estão sujeitos nessa vida terrena) muitos esquecem seu verdadeiro propósito de vida: virem para servir como médiuns.E o que acontece se a pessoa não exerce sua mediunidade em prol de outros seres humanos? Obviamente, cada caso é um caso, mas o que observo nos assistidos que estão nessa condição, que vêm em busca de ajuda  nos centros espíritas, é que suas vidas ficam todas emperradas e, em muitos casos, em praticamente todos os aspectos: afetivo, financeiro/profissional, familiar, social, da saúde, etc.


Estão quase sempre doentes e os médicos não descobrem a causa dos problemas porque as doenças de origem espiritual não aparecem nos exames médicos.Há ainda aqueles assistidos que, enquanto não trabalharem como médiuns num centro espírita, eram vítimas de obsessores espirituais que não lhes davam sossego. Há também aqueles que, por conta dos inúmeros problemas emocionais (crises de choro sem causa aparente, depressão, angústia, ansiedade, transtorno de pânico, provocados por seus obsessores espirituais) procuram a ajuda de um terapeuta (psicólogo ou psiquiatra), mas, por ainda considerar a mediunidade como um fenômeno anômalo, patológico, o profissional poderá rotular equivocadamente os pacientes médiuns como portadores de distúrbios psiquiátricos. Desta forma, lamentavelmente, a maioria dos profissionais da área de saúde não faz um diagnóstico correto, não distinguindo um aspecto mediúnico de um distúrbio psiquiátrico propriamente dito. Por isso, é bastante comum receber em meu consultório médiuns rotulados pela psicologia ou psiquiatria oficial de esquizofrênicos, psicóticos, com transtorno bipolar (alternância de humor extremada), síndrome do pânico, depressão, etc.


Então como distinguir um transtorno mediúnico de um transtorno psiquiátrico? Os médiuns são todos aqueles que servem de intermediário entre os espíritos desencarnados e os encarnados e que a grande maioria dos psiquiatras e psicólogos consideram os médiuns como portadores de distúrbios psiquiátricos. Por conta disso, não existe ainda um diagnóstico diferencial entre um distúrbio mediúnico, que é normal, de um distúrbio mental, psiquiátrico, que é patológico, doentio.Desta forma, nem todos aqueles que dizem ver e/ou ouvirem vozes de seres espirituais, sofrem de uma desordem mental, psiquiátrica, sendo portadores de um quadro de esquizofrenia.



Nas Faculdades de Medicina e de Psicologia é ensinado que reencarnação não existe, que a vida começa no útero e que espíritos não existem; por isso, quem vê seres espirituais e/ou ouve suas vozes é diagnosticado prontamente como sofrendo de um transtorno mental grave, ou seja, psicose, esquizofrenia.
A psicologia treina então a diagnosticar os pacientes dessa forma, mas sem nunca fazer uma investigação mais ampla e cuidadosa para distinguir se o que eles diziam era real ou imaginário, fruto de suas mentes enfermas ou que simplesmente alguns assistidos podem estar falando a verdade, que  estejam realmente vendo e/ou ouvindo os espíritos, ou seja, que essa pessoa tem uma sensibilidade maior para perceber o mundo espiritual.


Porém, quando começamos a trabalhar com a espiritualidade nos deparamos com os relatos dos assistidos sobre as revivências traumáticas de suas vidas pretéritas e as manifestações de seres espirituais obsessores a quem eles prejudicaram em suas existências passadas desta forma sendo comprovados fenômenos causados por manifestações espirituais.


Como praticante da doutrina dos espíritos pude presenciar algumas curas de pacientes rotulados por psiquiatras de esquizofrênicos, psicóticos, bipolares, etc., constatando assim que o paradigma médico e psicológico  - ainda hoje ensinado nas Universidades-, está profundamente equivocado, pois não trata o ser humano como um todo (mente, corpo e espírito), adotando, portanto, um critério científico puramente organicista, não levando em consideração a existência da alma, do espírito.


Embora exista uma sutil fronteira para diferenciar um distúrbio mediúnico de um distúrbio psiquiátrico, aqui estão os sintomas mais comuns de uma mediunidade em desarmonia:


- 1) Sensação de peso, pressão na cabeça, na nuca, nos ombros ou nas costas;
- 2) Insônia, desassossego, pesadelos constantes de estar sendo perseguido;
- 3) Nervosismo acentuado (irritação por motivos banais);
- 4) Calafrios e arrepios constantes no corpo ou partes do corpo (sensação de frio nas mãos e pés);
- 5) Cansaço geral, desvitalização, desânimo;
- 6) Humor instável, alternância de humor extremada; tristeza profunda ou excessiva alegria, sem razão aparente;
- 7) Ver e/ou ouvir seres espirituais, senti-los, principalmente, antes de dormir (estado de pré-sonolência) e/ou ao acordar pela manhã.


Mas desejo ressaltar que cada caso é um caso; por isso reafirmo que é importante realizar uma análise mais detalhada e cuidadosa de cada caso para sabermos distinguir um evento mediúnico de um distúrbio mental.

Aí pergunto ao caro leitor: Qual afinal a causa desses transtornos? O que faz uma pessoa ficar deprimida? Sabe-se que a  depressão é um transtorno de humor que vem aumentando significativamente no mundo todo. Vejamos quais são os sintomas clássicos de uma depressão?


- Sensação de vazio;
- Choro fácil e constante;
- Interesse e prazer pela vida acentuadamente diminuída;
- Perda da libido;
- Distúrbio do sono (excesso de sono, só querer dormir, ou sua falta, isto é, insônia, acordar de madrugada, sono intranquilo, agitado);
- Distúrbio alimentar (falta ou excesso de apetite);
- Fadiga constante, desânimo, desmotivação;
- Falta de concentração, problemas de memória (esquecimento);
- Pensamentos negativos, recorrentes de suicídio;
- Desorientação, confusão mental, angústia, etc.

Mas por que a depressão vem aumentando consideravelmente?


São vários os fatores que estão provocando isso. Mas o que observo particularmente é que a falta de sentido, de perspectiva para a vida, o desamor, a solidão, a falta de fé, de esperança, o afastamento do lado espiritual são os aspectos que levam a um caminho equivocado, apenas no Ter, no consumismo exacerbado, no imediatismo, esquecendo-se do Ser. Ou seja, muitos esquecem que somos seres espirituais temporariamente passando por uma experiência terrena nesta jornada. Entram na hipnose coletiva, esquecendo-se do verdadeiro propósito a que vieram na vida presente, achando que estão aqui pela primeira vez nesse Planeta. E o pior, acreditam que a vida começa com o nascimento e termina com a morte física, ou seja, morreu, acabou tudo. Daí entram na ilusão mental, na crise do para quê?Para que viver? Qual o sentido da vida?

Rosana Santos
(pedagoga) 
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sábado, 18 de junho de 2011

Perguntas e respostas


O ESPÍRITO ENTRA NO CORPO DO MÉDIUM?
Não, o que existe é uma interpenetração psíquica, ou seja, o contato é mente com mente. Não sendo possível dois espíritos ocuparem o mesmo corpo.

O ESPIRITISMO SEGUE A BÍBLIA?
Não. Seguimos o ensinamentos de Jesus e seu Evangelho.

O QUE É PERÍSPIRITO?
Períspirito é o nome dado por Allan Kardec ao elo de ligação entre o Espírito e o corpo físico. Quando o Espírito está desencarnado, é o períspirito que lhe serve como meio de manifestação.

OBSESSÃO TEM CURA?
Sim. Para tanto é necessário que mudemos as nossas condutas morais. Disse Jesus : “ Cada um segundo as suas obras”

COMO É FEITA A CURA ESPIRITUAL ?
Através da regeneração das células em desequilíbrio com o corpo por espíritos químicos ou controles nos devidos trabalhos e sempre de acordo com o merecimento e necessidades de cada um. Disse Jesus: A ninguém será dado um fardo que não se possa carregar”

OS ESPÍRITOS VÊEM TUDO O QUE FAZEMOS?
Veêm mais do que pensas.Interferem em nossa vida muitas vezes chegando ao ponto de nós conduzir. Por isso devemos ter cuidado com o que pensamos.Disse Jesus: Orai e vigiai !

QUAL O SIGNIFICADO DA PALAVRA ESPÍRITO?
Principio Inteligente, organizador biológico do ser.

ENTRE A DOR FÍSICA E A DOR MORAL, QUAL DAS DUAS FAZ VIBRAR MAIS PROFUNDAMENTE O ESPÍRITO HUMANO?
A moral. Pois as dores físicas acabam com o corpo.

QUEM É KARDEC? ONDE NASCEU O ESPIRITISMO?
Allan Kardec é o codificador da doutrina Espírita, foi o organizador das informações obtidas junto aos espíritos através de médiuns, avaliando-as, comparando-as e editando-as nas obras da codificação, tendo como títulos:  

  1. O Livro dos Espíritos, 
  2. O Evangelho Segundo o Espiritismo, 
  3. O Livro dos Médiuns, 
  4. A Gênese, 
  5. O Céu e o Inferno.

O espiritismo como doutrina, no entanto, surgiu a partir da publicação, na França, em 1857, de O livro dos espíritos, de Allan Kardec, pseudônimo do professor Hippolyte Léon Denizard Rivail. Considerado a obra básica do espiritismo, o livro de Kardec codificava a doutrina espírita, resumindo-a em cinco pontos:

1) Imortalidade;
2) Reencarnação
3) Comunicabilidade com os espíritos



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sábado, 11 de junho de 2011

Código penal da vida futura

 
O espiritismo não se apóia numa autoridade de ordem particular para formular um código fantasioso. Suas leis no que respeita o futuro da alma seriam analisadas e observação positivas sobre os fatos:

- A alma ou espírito sofre na vida espiritual as conseqüências de todas as imperfeições que não conseguiu se livrar na sua vida corpórea. Seu estado feliz ou infeliz depende do seu grau de depuração ou imperfeição não a um só ato de imperfeição da alma que não lhe traga conseqüências desagradáveis; e um ato de perfeição ou de bondade que também não traga conseqüências agradáveis. A soma dos sofrimentos e proporcional a soma das imperfeições;
- Em virtude da lei de progresso tendo cada alma a possibilidade de conquistar o bem que lhe falta e libertando do mal, segundo seus esforços e sua vontade mostrados assim que o futuro abre a toda criatura;
- O sofrimento sendo conseqüência das imperfeições, a alma leva em si mesma o seu próprio castigo onde quer que se encontre (não há um lugar circunscrito para ela  o “inferno” esta assim, para toda parte ,onde quer que existem  almas sofredora, como o “céu”esta por toda parte, onde quer que existem almas felizes);
- O bem e o mal que praticamos são resultados das boas e das más qualidades que possuímos. Se toda a imperfeição e fonte de sofrimento, o espírito deve sofrer não só por todo mal que tenha feito, mas também por todo o bem que podia e que não fez durante sua vida terrena;
- A justiça de Deus sendo perfeita, todo o mal e todo o bem são rigorosamente levados em conta. Se não ha uma única ação má, um só mau pensamento que não tenha conseqüências funestas, também não há única ação boa, um só bom movimento da alma, numa palavra, o mais ligeiro mérito que fique perdido. Por pior que seja o indivíduo, pois ai começará o progresso;
- A expiação varia segundo a natureza e a qualidade das faltas cometidas, a mesma falta pode assim ter conseqüências diferentes, segundo as circunstâncias agravantes ou atenuantes  as quais foram cometidas;
- A duração do sofrimento do espírito esta condicionada à melhora moral do espírito.
- O arrependimento é o primeiro passo para o melhoramento.  Mas ele apenas não basta sendo necessários a “provação” e a “expiação”;
- O arrependimento suaviza as dores da expiação porque desperta a esperança e prepara a reabilitação, mas somente a reparação pode anular a efeito e pulverizar a causa. O perdão seria uma graça e não uma anulação da falta;
- O arrependimento por se só não basta e necessário anular as faltas com ações boas para pouco a pouco nos reabilitarmos perante as leis naturais. Disse Kardec: “problemas morais só se resolvem com soluções morais”;
- Um fenômeno sempre freqüente entre os espíritos de certo grau de inferioridade moral consiste em se acreditarem ainda vivos após a morte, e essa ilusão pode se prolongar durante anos, através dos quais eles experimentam todas as necessidades, todos os tormentos e todas as perplexidade da vida;

Apesar da diversidade de gêneros e graus de sofrimento dos espíritos imperfeitos, o código penal da vida futura pode se resumir nestes três princípios:

- O sofrimento e inerente a imperfeição;
- Toda imperfeição e toda a falta que dela decore, traz o seu proprio castigo nas suas conseqüências natural e inevitável, como a doença dos excessos, o tédio da ociosidade sem que haja necessidade de uma condenação especial para cada falta e cada indivíduo;
- Todo o homem podendo corrigir suas imperfeições pela sua própria vontade, pode poupasse dos males que delas decorem, e assegurar a sua felicidade futura;
- A cada um – disse Jesus – segundo as suas obras;
- A responsabilidade - disse Leon Denis - estabelecida pelo testemunho da consciência, que nos aprova ou censura segundo a natureza dos atos.
                                                                        

Kleber Rosemberg.


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segunda-feira, 6 de junho de 2011

ONDE ESTÁ A PAZ? SERÁ EM MIM?


Como ter paz diante de tantos assaltos, seqüestros, guerras e terrorismo, por isso nos perguntamos podemos ter paz com todo esse caos?
Desde os primórdios da humanidade a paz é o grande anseio, o grande desejo de todos os indivíduos. Ainda nos dias atuais esperamos que alguém ou algo nos dê a paz que tanto sonhamos. Ansiamos que algo mágico, um milagre ou alguma religião possa nos trazer essa tão esperada tranqüilidade.
Devemos raciocinar e ver que a violência e o desequilíbrio que nos rodeia é conseqüência direta da nossa violência interna, e que ninguém ou nada tem o poder de nos dar a paz que tanto sonhamos, a não ser nós mesmo. Desejamos a paz, mas não buscamos nada que nos proporcione a paz, assim nos afirmou Jesus.
Na ótica espírita, a paz individual nos trás a conquista da paz coletiva, esforço que cada um que nos faz hoje ser melhor que ontem, e assim continuamente. Allan Kardec através dos ensinamentos dos espíritos percebeu importantes formas de facilitar o nosso longo processo de crescimento espiritual. A reencarnação é a grande resposta para os nossos tormentos e conflitos íntimos.  
Reencarnação é sem sombra de dúvida a misericórdia divina para conosco, nos dando a chance de nos reabilitarmos perante as leis naturais, sendo que a cada nova existência, o espírito dá um passo na caminhada do progresso. Tem aqueles que demoram mais e outros que avançam mais rapidamente, porém, todos tendem a perfeição com Deus nos proporcionando todos os meios para chegarmos a tão esperada perfeição. Consistindo assim a justiça divina em que nos somos os construtores do nosso próprio destino. Léon Denis diz: “tua obra mais bela é tu mesmo”.
A reencarnação nos traz um sentido para a vida, esclarecendo os porquês dos fatos, chamando atenção para nossa responsabilidade, para com a nossa jornada evolutiva. O conhecimento que adquirimos através da reencarnação deveria facilitar a nossa vida, nos proporcionando em fim a nossa paz interior e, por conseguinte a social. A reencarnação nos mostra que ninguém é perfeito, mas estamos fardados a perfeição e a nossa caminhada é longa, por isso não podemos cobrar a perfeição nos outros e nem em nós mesmo, pois ninguém é igual a ninguém, e temos a mesma origem, fomos criados simples e ignorantes, mas estamos em estágios diferentes. Temos que acatar essa realidade nos outros e em nós, aprendendo a respeitar e a conviver com o diferente.
 Estamos aqui reencarnados para vivenciarmos experiências e aprendizagem, dentro dessa realidade que vivemos com momentos bons e ruins, com o mesmo objetivo: aprender sempre e usar os nossos potenciais como a serenidade. A espiritualidade tem nos trazido conhecimentos que são recursos para aprendermos a criar a paz que tanto sonhamos. Por isso pense, “A paz está em mim,” 

JANELUCIA DA SILVA GOMES


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sábado, 21 de maio de 2011

Livros psicografados



 Devemos estar atento às mensagens que os médiuns trazem através da psicografia, “mensagens do além túmulo” enviadas pelos espíritos, como verdades absolutas, que servem tão somente para termos noção das suas experiências, condicionamentos e a situação em que se encontra no plano espiritual. Experiências estas que são opiniões individuais que os espíritos emitem e que são opiniões pessoais como disse Kardec no livro dos espíritos, logo suas verdades são suas e não são verdades absolutas. Jesus nos traz também nos seus evangelhos informações que a cada um segundo suas obras e que a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória logo somos responsáveis pela nossa felicidade ou infelicidade. O ser espiritual sempre responderá pela conseqüência dos seus atos.
 Histórias absurdas e sem nenhuma prova estão ai a torto e a direito sem análise crítica que deveria ser feita pelas federações espíritas, que nada fazem para conter estas informações. Levando a doutrina espírita ao ridículo e as mistificações, pois não ha como prová-las salvo poucas exceções como a primeira obra de Chico Xavier “Parnaso do Além Túmulo”, livro de prosas e poesias cujos autores já desencarnado, e que foi comprovado a sua autenticidades pela Academia Brasileira de Letras. É do conhecimento dos espíritas que não ha o processo puramente mediúnico e sim o processo medianímico, ou seja, manifestação do próprio espírito encarnando o qual trás seus pensamentos, condicionamentos e afinidades.
Logo são opiniões pessoais, diferentes de cada um, “porque somos iguais  apesar das nossas desigualdades” ( Carlos Bernardo Loureiro)  cada um com suas imperfeições  e acertos  cada um no seu momento e hora pois a lei de progresso nos leva sempre a frente queremos ou não.
Portanto vamos analisar aquilo que vamos ler estudar sempre a luz da doutrina dos espíritos para que possamos separar o joio do trigo, pois disse Kardec melhor rejeitar nove verdades que aceitar uma única mentira.

Kleber Rosemberg

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quinta-feira, 19 de maio de 2011

A MAIS NOVA CASA ESPÍRITA DE VALENÇA: CARLOS BERNARDO LOUREIRO

Local para estudo da doutrina espírita, aberto para toda comunidade Valenciana. Primamos pela pureza da doutrina e suas conseqüências éticas e morais. Reunião na segunda-feira as 20h00min horas com doutrinária e desobesseção, terças-feiras estudos da codificação, as quintas-feiras doutrinárias e desobesseção.
Apresentação Carlos Bernardo Loureiro pesquisador espírita que dá o nome a esta casa: Nasceu na cidade de Salvador, Bahia, no dia 16 de abril de 1942. Filho do professor Antônio Loureiro de Souza e de Elza Cajazeira Loureiro de Souza (ambos falecidos). Teve dois filhos - Sandra Mª e Marcelo Adriano. É formado pela Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia – UFBA. Exerceu a advocacia por algum tempo, sendo contratado assessor jurídico da Federação das Indústrias do Estado da Bahia - FIEB, onde já trabalhava; participou de vários encontros jurídicos, destacando-se o que se realizou na Câmera dos Deputados, em Brasília, em dois períodos (1973/1974), quando da elaboração do Código de Direito do Trabalho, quando levou a efeito moção, constante dos Anais do Congresso Nacional, em homenagem ao pioneirismo de Allan Kardec na discussão e defesa dos direitos laborais em O Livro dos Espíritos, de 18 de abril de 1857.
Fundador do Teatro Espírita Leopoldo Machado em 28/03/1984 e o Instituto de Cultura Espírita da Bahia – ICEBA em 1993, contando, para tanto com a orientação do saudoso professor Deolindo Amorim. Representante da ABRAJEE (Associação Brasileira de Jornalistas e Escritores Espíritas) no estado da Bahia onde participou entre tantos outros do VII Congresso Brasileiro de Jornalistas e Escritores Espíritas no Rio de Janeiro.
Defendera toda a sua reencarnação a pureza doutrinária do Espiritismo codificado pelo Mestre de Lyon, Allan Kardec, discípulo, defensor e ávido polemista do pensamento Kardequiano, jamais aceitando a doutrina ser colocada como religião. Lutando, em juízo, contra o casamento no centro espírita em 2005; nunca aceitou esta a tão pouco seminários e congressos que, ao invés, de defender temas espíritas a firmam como um seminário aqui em Salvador patrocinado pela Federação Espírita da Bahia em 2004 apresentando ser o Espiritismo mais uma “religiãozinha” ou no Congresso Internacional Brasil – Portugal, principalmente, depois da II Guerra Mundial, o confrade Isidoro Duarte dos Santos e seus periódicos como os Estudos Psíquicos que circulava por vários países na Europa e correspondentes e contribuidores no Brasil como Leopoldo Machado, Alfredo Miguel, Carlos Imbassahy, Deolindo Amorim e o próprio Carlos Bernardo Loureiro nos seus últimos anos de circulação.
Sempre defendeu as origens reais da doutrina na América Latina com a criação do 1° Centro Espírita na América Latina, o Grupo Familiar do Espiritismo em 17/09/1865 por Luiz Olimpio Teles de Menezes e 1º divulgador da doutrina, também na América Latina com lançamento, em julho de 1869, do jornal O ECO DO ALÉM-TÚMULO, o qual Carlos Bernardo Loureiro lançara o 1º periódico, divulgando em larga escala o trabalho deste grande espírita, principalmente, quando completara 120 anos da Imprensa Espírita Brasileira realizando um encontro nacional em 28 a 30/07/1989 no Auditório do Correio Central na Pituba – Salvador – BA. Criticando na ocasião de um Congresso Internacional do Espiritismo em 01 a 05/10/1987 com a presença de representantes de 20 países estrangeiros em Brasília, o qual não fez nenhuma homenagem aos 120 anos da Imprensa Espírita no Brasil. Alguns anos depois, em maio de 1995, Jon Aizpúrua, presidente da CEPA (Confederação Espírita Pan-Americana), envia uma carta (em anexo versão digitalizada da missiva) para o nosso querido Carlos Bernardo Loureiro solidarizando com a homenagem a Luis Olímpio Teles de Menezes e convidando-o para um congresso Pan-Americano e logo após, sendo o nosso querido pesquisador eleito Delegado representante do norte/nordeste da CEPA.
Em 1971, fundou o jornal IMPACTO (que o profº Deolindo Amorim e o profº Klors Werneck chamavam de revista), que circulou por 12 anos consecutivos. Já em 18/04/1987 funda O SAMARITANO – órgão de divulgação do TELMA; Gazeta Espírita em 1991; Dimensões (jornal e revista) e fundou vários jornais espíritas na capital e no interior do estado da Bahia.
Nunca se curvou a qualquer alternativa orientalista que viesse a deturpar a doutrina dos Espíritos, pois por si só são místicas e Carlo Bernardo sempre foi e é um pesquisador, defensor de fatos não suposições. Daí estas tendências como auto-ajuda, auto-conhecimento que nunca ajudaram o homem no Oriente, tão pouco, na Índia que sofre tantas misérias morais, sociais, econômicas e históricas; ou idéias da pseudo-ciência, psicólogos e ramificações que apenas atolam o homem nos seus próprios arroubos sentimentais, não saindo das relações do plexo solar ao genésico. Muito menos, revelando o potencial ontológico e cósmico do Espírito que por circunstância nas vidas sucessivas encontra-se neste planeta ou em qualquer, desenvolvendo suas potencialidades, e não, meros cadáveres que terminam na estrada das ilusões: O túmulo (grifo por pertencer ao pesquisador metapsiquista, o psiquiatra Gustave Geley)
Carlos Bernardo Loureiro nunca se furtou de ajuda a qualquer que seja a pessoa, não estabelecendo nenhum privilégio em momento algum. Trabalhou nas estradas das dores alheias (palavras de um Espírito para ele) como muita dignidade, serenidade, respeito, pesquisa e um raciocínio claro e fecundo sem misticismo, e, uma rara ironia sutil que só os grandes idealistas e pesquisadores têm.
Carlos Bernardo Loureiro se classificava como o “ultimo dos moicanos”; a única voz que brada no deserto em defesa da pureza doutrinária do Espiritismo. Era e é.


Dias de trabalho: 
Segunda-feiras - Doutrinárias e desobssessão as 20 hs
Terça-feiras - Ensino de Estudo da doutrina espírita as 20 hs
Quinta-feiras - Doutrinárias e desobssessão as 20 hs

Endereço:
Rua Barão de jequiriça - Centro

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Homenagem ao Dia do Trabalhador

 A História do Dia do Trabalho remonta o ano de 1886 na industrializada cidade de Chicago (Estados Unidos). No dia 1º de maio deste ano, milhares de trabalhadores foram às ruas reivindicar melhores condições de trabalho, entre elas, a redução da jornada de trabalho de treze para oito horas diárias. Neste mesmo dia ocorreu nos Estados Unidos uma grande greve geral dos trabalhadores. Dois dias após os acontecimentos, um conflito envolvendo policiais e trabalhadores provocou a morte de alguns manifestantes. Este fato gerou revolta nos trabalhadores, provocando outros enfrentamentos com policiais. No dia 4 de maio, num conflito de rua, manifestantes atiraram uma bomba nos policiais, provocando a morte de sete deles. Foi o estopim para que os policiais começassem a atirar no grupo de manifestantes. O resultado foi a morte de doze protestantes e dezenas de pessoas feridas. 

Foram dias marcantes na história da luta dos trabalhadores por melhores condições de trabalho. Para homenagear aqueles que morreram nos conflitos, a Segunda Internacional Socialista, ocorrida na capital francesa em 20 de junho de 1889, criou o Dia Mundial do Trabalho, que seria comemorado em 1º de maio de cada ano. 

Aqui no Brasil existem relatos de que a data é comemorada desde o ano de 1895. Porém, foi somente em setembro de 1925 que esta data tornou-se oficial, após a criação de um decreto do então presidente Artur Bernardes.

Na visão espírita o trabalho, porém é lei da Natureza mediante a qual o homem forja (fabrica) o próprio progresso desenvolvendo as possibilidades do meio ambiente em que se situa, ampliando os recursos de preservação da vida, por meio da satisfação das suas necessidades imediatas na comunidade social onde vive.

Encontramos em "O Livro dos Espíritos", na Parte Terceira, no capítulo terceiro, que trata especificamente da Lei do Trabalho, dentro do subtítulo a "Necessidade do Trabalho", na questão 674, a indagação se é o trabalho lei da Natureza, a que a espiritualidade responde: “O trabalho é lei da Natureza, por isso mesmo que constitui uma necessidade, e a civilização obriga o homem a trabalhar mais, porque lhe aumenta as necessidades e os gozos."

E Kardec continua a indagar na questão 676 : Por que o trabalho é imposto ao homem? Responde a espiritualidade: “É uma consequência de sua natureza corporal. É uma expiação e ao mesmo tempo um meio de aperfeiçoar sua inteligência. Sem o trabalho, o homem permaneceria na infância da inteligência; por isso deve seu sustento, segurança e bem-estar apenas ao seu trabalho e à sua atividade. Àquele que tem o corpo muito fraco, Deus deu a inteligência como compensação; mas é sempre um trabalho.”

O trabalho sempre fez parte da vida dos seres humanos. Foi através dele que as civilizações conseguiram se desenvolver e alcançar o nível atual. O trabalho gera conhecimentos, riquezas materiais, satisfação pessoal e desenvolvimento econômico. Por isso ele é e sempre foi muito valorizado em todas as sociedades.

Segundo o dicionário, é a “aplicação da atividade física e intelectual, serviço, esforço, fadiga, ocupação”. Ah, como seria bom poder retirar, não só do dicionário, mas da prática do cotidiano, a “fadiga”, porque na sociedade humana, igualitária e justa que se busca, o trabalho deverá ser “estar ocupado(a), contribuindo com seu esforço e sua atividade física ou intelectual”, mas sem cansaço, sem o desalento de saber que o retorno financeiro é desanimador, que o tempo despendido vai além do suportável, e a falta de respeito com o(a) trabalhador(a) é desesperadora.

O trabalho de cada um de nós está diretamente ligado à evolução, ao desenvolvimento da sociedade. O progresso depende de nós, trabalhadores e trabalhadoras  de todas as áreas, em todos os âmbitos.

Diante disso, Dia de Trabalho são todos os dias de nossa vida, pois sem ele não há como viver dignamente, como ser participante e atuante numa sociedade (pós-industrial ou pós-capitalista) onde se estabelece a todo instante novas maneiras de produzir, distribuir e consumir bens e serviços. 

E Kardec prossegue sua indagações na questão 678 : Nos mundos mais aperfeiçoados, o homem está sujeito à mesma necessidade de trabalho?
E a espiritualidade esclarece: “ A natureza do trabalho é relativa à natureza das necessidades. Quanto menos as necessidades são materiais, menos o trabalho é material; mas não deveis crer, por isso, que o homem fica inativo e inútil: a ociosidade seria um suplício, em vez de ser um benefício.”

O trabalho é fundamental em todos os aspectos da vida. Faz com que o indivíduo seja parte do processo de crescimento da sociedade em que está inserido, assim como propicia o crescimento pessoal, tornando a pessoa plena em sua condição humana.


 O trabalho é a libertação do homem e da mulher. É a conquista da autonomia, da independência, da identidade, constituindo-se, assim, parte importantíssima da vida. Dessa forma, é necessário que ele seja o alicerce, a base de uma vida com qualidade. É preciso, sim, darmos nosso esforço, sermos responsáveis, mas em contrapartida, temos de sentir prazer e sermos respeitados no que fazemos.

Agora dentro do subtítulo a "Limite do trabalho. Repouso ", na questão 682,segue as indagações de Kardec: O repouso, sendo uma necessidade após o trabalho, não é também uma lei natural?

Prontamente respondido pela espiritualidade: “Sem dúvida. O repouso repara as forças do corpo e é também necessário para dar um pouco mais de liberdade à inteligência, para que se eleve acima da matéria.”

O fazer tem de nos trazer harmonia, alegria, tranquilidade, condições de satisfazermos nossas necessidades básicas de ser humano, para que sejam possíveis a realização individual e, consequentemente, a coletiva.

 “O trabalho dignifica o Homem”, diziam nossas avós. Será que tinham razão? Acredito que sim, mas com uma ressalva: o trabalho dignificará o Homem, se ele próprio for digno e isso somente será viável, se houver respeito a todos os direitos dos trabalhadores, os já conquistados e os muitos que ainda precisam ser pensados, discutidos, almejados e incorporados ao dia-a-dia, ou seja, precisamos estar conscientes de que somos todos protagonistas desse processo.
No trabalho, cumprindo as regras estabelecidas, tais como: ser pontual, honesto e correto em todas as atitudes, tanto em relação aos colegas de trabalho quanto ao uso adequado das ferramentas ao seu dispor, também é ser caridoso.

Na questão 685 Kardec prossegue indagando: Mas que recurso tem o idoso necessitado de trabalhar para viver, se já não pode

O forte deve trabalhar pelo fraco e, na falta da família, a sociedade deve tomar o seu lugar: é a lei da caridade. Não basta dizer ao homem que é seu dever trabalhar, é preciso ainda que aquele que tem de prover a existência com seu trabalho encontre com que se ocupar, o que nem sempre acontece. Quando a falta do trabalho se generaliza, toma proporções de um flagelo como a miséria. A ciência econômica procura o remédio no equilíbrio entre a produção e o consumo; mas esse equilíbrio, supondo-se que seja possível, não será contínuo, e nesses intervalos o trabalhador precisa viver. Há um elemento que não se costuma considerar, sem o qual a ciência econômica torna-se apenas uma teoria: é a educação. Não a educação intelectual, mas a educação moral; não ainda a educação moral pelos livros, mas a que consiste na arte de formar o caráter, que dá os hábitos: porque educação é o conjunto dos hábitos adquiridos. Quando se pensa na massa de indivíduos lançados a cada dia na torrente da população, sem princípios nem freios e entregues aos próprios instintos, devem causar espanto as consequências desastrosas que resultam disso? Quando essa arte for conhecida e praticada, o homem trará hábitos de ordem e de previdência para si e para os seus, de respeito pelo que é respeitável, hábitos que lhe permitirão atravessar menos angustiado os maus dias inevitáveis. A desordem e a imprevidência são duas chagas que uma educação bem conduzida pode curar; aí está o ponto de partida, o elemento real do bem-estar, a garantia da segurança de todos. “
A vida, em todas as suas circunstâncias, nos apresenta as oportunidades certas para praticarmos a caridade. Para sermos caridosos é preciso vencer o orgulho e o egoísmo, dois vícios contrários à caridade. A caridade exige boa vontade sempre, e isso depende da determinação de cada um. Respeitando os direitos dos semelhantes, já é um bom início para nos tornarmos, a cada dia, um pouco mais caridosos.

Com essa reflexão deixamos nossa homenagem a todos os trabalhadores e a todas as trabalhadoras, lembrando que unidos podemos (e/ou devemos?) lutar por nossos direitos e, um dia, quem sabe, em alto e bom tom, poderemos dizer, a uma só voz:

 Felizes somos nós trabalhadores por sermos parte de um grupo que conhece direitos e deveres e que luta por dias melhores para todos! 

Autoria: Rosana Santos

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